
Informações: www.estourodetropa.blogspot.com

Se eu não estivesse aqui, declaradamente, contando a vocês o que eu fiz ontem à noite, ninguém acreditaria. Mas venho aqui, contar em público que fui a um show da banda NX Zero. Pois é, por um filho, fazemos até mesmo o impossível. Ou, pelo menos o que consideramos impossível.
Pois ontem aconteceu em Novo Hamburgo/RS, o show de três bandas dessa nova leva do rock: Fused, Mandala e NX Zero. As duas primeiras, nunca tinha ouvido falar, apesar dos números expressivos no orkut e no myspace, segundo os próprios músicos. Já a terceira e principal atração da noite vem sendo um fenômeno de mídia e premiações comerciais Brasil afora.
Havia prometido à minha filha, com pouco mais de nove anos de idade, de levá-la até a cidade vizinha para que ela pudesse ver de perto seus ídolos.
Eu nunca ouvira um CD destes caras, me nego a deixar que ela coloque no CD do carro enquanto estamos indo ou vindo de um lugar qualquer. As músicas são chatas demais, um blábláblá que não termina. E fico pensando em como uma banda como esta consegue fazer tanto sucesso. Pois digo pra vocês: a banda está onde está porque tem competência, carisma e musicalidade em palco. Em estúdio, é um pé no saco. Mas em palco, os caras dão um show, literalmente.
De primeiro momento, tentei ficar com minha filha próximo do palco, pra que ela pudesse sentir a energia de um show, com aquelas tietes gritando, naquele empurra-empurra. Mas quando percebi que ela não estava muito entusiasmada, resolvemos ficar mais no fundo, e de lá, até dava pra ver melhor. Ainda bem!
Fused subiu ao palco. Bah! Nunca vi algo tão chato em toda minha vida. Aqueles guris, tocando (se é que não meteram um playback) e fazendo com as mãos, um coração no ar. Ora apontando pra uma menina ou outra, enlouquecidas não sei porque… cabelos espetados atrás, lambidos na frente… no mínimo, algo esquisito. Mas entendo e respeito, deve ser mais ou menos quando surgiu os primórdios moicanos coloridos dos punks.
Mandala, já com uma postura mais rock, mas não menos poser, tem um som com peso. O baterista, muito bom, mas balaqueiro até o osso. Subia e descia do banco para saltos acrobáticos para dar um efeito a cada batida evidente. Volta e meia, o vocalista dizia que a banda é rock, genuinamente rock e que não são metidos a estrelas. “Podem nos adicionar no orkut, no myspace, no msn, não somos estrelinhas, somos amigo de cada um de vocês…”, dizia ele.
Bem, uma coisa é certa, a organização do show foi impecável, tudo no seu devido tempo e com uma sonorização de primeira, o que contribuiu para que eu pudesse, no mínimo avaliar as bandas e ter algum entretenimento naquele deslocamento todo.
Hora de NX Zero subir ao palco. Não vou saber citar o título de uma canção sequer. Mas admito que me impressionei com o coro que não parou de acompanhar os músicos do começo até o fim da apresentação.
Os integrantes da banda, que também não sei os nomes, não eram tão posers quanto imaginei. Não eram nem a metade do que aparentavam os músicos das outras bandas. Extremamente humilde, o vocalista perguntava a todo momento se o público estava se divertindo, se estavam todos bem. E isso levava a pirralhada ao delírio.
De um lado pro outro, com uma energia absurda, luzes bem colocadas, som impecável, um baita show.
Musicalmente falando, todas as músicas que eu vagamente lembrava de ter ouvido vez ou outra no CD da minha filha, soou mais hardcore ao vivo. O peso da guitarras e bateria surpreenderam. Apesar do vocal ser típico dessa leva, meio arrastado, chato pra falar a verdade, o instrumental é realmente muito bom.
Que fique claro aqui, não vou comprar CDs da banda, não vou segui-los por suas turnês, não virei fã da NX Zero. Mas verdade tem que ser dita, os caras sabem perfeitamente o que estão fazendo ali.
Realmente, competência, carisma e energia fazem parte da receita deste quinteto paulistano.
Minha filha, talvez ainda não entenda muito disso, ela gosta deles porque soa bem aos ouvidos dela. Assim como soavam aos meus Guns n´Roses quando eu tinha a idade dela. E mais poser que Axl Rose? Acho que não.
Cláudia Kunst

No Te Va Gustar, revelação do pop rock sul-americano, estará no 4º Festival de Inverno de Porto Alegre, dia 29 de julho, às 21h, no Opinião. O show terá participação especial do cantor uruguaio Socio. Herdeiros das finas tradições da música uruguaia e influenciados pelas melhores vertentes do rock argentino, a banda transita por um caminho único e singular dentro do panorama rioplatense. Com letras sensíveis, rebuscadas e inteligentes, e donos de uma musicalidade que os liberta de qualquer etiqueta ou categoria, construíram uma sonoridade que viaja entre o nativo e o cosmopolita.
Com quatro discos de estúdio e dois DVDs que reúnem a solidez de suas apresentações ao vivo, a banda uruguaia tem levado sua música pelo mundo em diversas cidades da Alemanha, Áustria, Suíça, Itália, Espanha, Brasil, Chile, Paraguai e Argentina, onde sua popularidade é cada vez maior.
O No Te Va Gustar é o principal representante de uma nova geração do rock uruguaio e seus discos são Platina Tripla em vendas. A banda é formada por Emiliano Brancciari (guitarra e voz), Gonzalo Castex (percussão), Martin Gil (trumpete e backing vocals), Denis Ramos (Trombone), Maurício Ortiz (sax tenor e barítono), Marcel Curuchet (teclados), Guzmán Silveira (baixo) e Diego Bartaburu (bateria). O primeiro disco lançado no Brasil é uma compilação dos álbuns Sólo de Noche” (1999) e Este Fuerte Viento Que Sopla (2002), e contém conhecidos hits do grupo como Tenes Que Saltar, Te Voy a Llevar , Clara e No Hay Dolor, que irão ser apresentados no Festival de Inverno de Porto Alegre.
Pra aquecer:
Serviço
O que: Festival de Inverno – No Te Va Gustar (participação de Socio)
Data: 29 de julho, quarta-feira, a partir das 21h
Onde: Opinião (José do Patrocínio, 834 – Cidade Baixa)
Preços:
R$ 15,00
Pontos de venda:
De 21 a 24 de julho, na Usina do Gasômetro, das 10h às 20h.
Dia 25 de julho, no Centro Municipal de Cultura, das 13h às 18h.
A partir do dia 25 de julho, somente na bilheteria do show.
www.portoalegre.rs.gov.br
Está de volta aos palcos, uma das bandas de maior representatividade do cenário rock progressivo rio-grandense: Thule. Os anos 80 foram marcados pelos shows desta banda que iniciou as atividades ainda no começo da década. Com a mesma formação da época, Thule fará uma apresentação em São Leopoldo, sua terra natal, nesta sexta-feira, 26 de junho. Alexandre Lucchese – voz e violão, Déco Moeller – contra-baixo, Carlos Panzenhagen – guitarra e Fábio Ly – bateria estarão no palco novamente, depois de 27 anos de caminhadas paralelas.
A revista + movimento conversou com Déco Moeller, um dos fundadores do grupo, para saber como será este reencontro e o show de sexta, que acontecerá na Embaixada do Rock (Pres. Roosevelt, 806).
Carlos, Alexandre, Déco e Fábio (Foto: Cristiano “Nanão” Krause)
Qual o motivo desta reunião?
Déco – Relembrar os velhos tempos dos anos 80, quando fazíamos muitos shows.
Qual a formação da banda hoje?
Déco – A banda terá a mesma formação dos anos 80, ou seja, Alexandre Lucchese – voz e violão, Déco – contra-baixo, Carlos Panzenhagen – guitarra e Fábio Ly – bateria.
Quando a banda encerrou suas atividades? Por quê?
Déco – A Thule deu uma parada em 1987, após vários anos de shows, quando o baterista (Fábio) foi para a Bandaliera e o guitarrista (Carlos) foi para a Barata Oriental. Voltou em 2002 com outra formação e com uma proposta de fazer rock progressivo.
Como aconteceu este reencontro, a ideia do show?
Déco – Sempre tivemos o desejo de voltar a tocar com a velha Thule. Após algumas conversações, resolvemos marcar um show na Embaixada do Rock. Na verdade, temos saudades daquele tempo. É muito legal.
Conte um pouco da história da Thule.
Déco – A Thule começou em 1982, após a dissolução da banda Meteoro – de rock’n roll puro. Em 1985 vencemos o I FEMUSIC em Santa Maria, com a música Anabiósis, gravada no LP Diga-Diga de Artes. Em, em 1987 gravamos outra música, “Tempo Futuro” no LP O Som do Sul. Neste mesmo ano, resolvemos dar um tempo. Em 2002 voltamos com a Thule, com nova formação, um power trio, fazendo rock progressivo, tendo a seguinte formação: Xandy Lucchese – guitarra, voz e teclado, eu – contrabaixo e Bruno Santa Rosa – bateria. Em 2003, gravamos um CD demo intitulado METATRON e em 2005 gravamos outro, SISTEMA SOLAR.
Algumas músicas desses dois CDs podem ser ouvidas no site www.palcomp3.com.br/thule.
Quais os planos para depois da apresentação do dia 26?
Déco – Quanto aos planos futuros, depende da aceitação do público neste reencontro e de nossa satisfação pessoal.
Assista ao clipe Anabiósis:
Cláudia Kunst
Acho bom não perder…
Cláudia Kunst