O groove agora é lei

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Alguém aí tem noção do que trata a Lei da Groovidade? Não? Nem eu. Mas estou louca pra saber… Para facilitar a vida de nossos leitores e ter ao mesmo tempo o prazer de um bate papo com o produtor cultural e idealizador do projeto, Rafael Rubim, perguntamos algumas coisas sobre essa nova Lei que deve ser cumprida à risca, sujeita a penalidade máxima: o tédio. Com vocês, Rafael Rubim e a Lei da Groovidade.


Fale da tua trajetória como produtor… Bom, sou natural de Porto Alegre, morei oito anos em Florianópolis e voltei faz um ano para o RS. Comecei a trabalhar oficialmente com cultura em 2003, quando fazia parte do Centro Acadêmico, durante a faculdade de Engenharia, quando fui convidado para ser o responsável pelo Projeto Trama Universitário, divulgando o projeto e produzindo shows gratuitos. Depois disso, produzi eventos particulares, corporativos, festas, shows locais e nacionais, casas noturnas, projetos para Prefeituras, e por ai vai.

Como foi que resolveu investir na cultura do Rio Grande do Sul? Na verdade não invisto na cultura, ela investe em mim, mas como algo natural. Gosto de música, tenho um certo conhecimento e discernimento do que é bom. Vim para Porto Alegre para passar cinco dias e não voltei mais. Procurei algumas atividades relacionadas à cultura e um amigo, Alê Barreto me indicou o curso da Produtora Dedé Ribeiro. Me informei sobre, acabei fazendo a inscrição e meu período já se alongaria por 2 meses, que era a duração do curso. Como era apenas uma vez na semana, procurei algo para fazer e fui convidado para assumir a produção de uma casa noturna chamada Pé Palito, localizada na João Alfredo. Gostei da proposta da casa, que funciona há quatro anos e é especializada em música brasileira, tem o Dj Fred que é colecionador de discos de vinil, estou lá até hoje. Logo no fim do curso, a Dedé Ribeiro me chamou para um trabalho temporário na LIGA Produtora, onde ela é diretora, para produzir um evento nacional da Unimed, foi muito bacana trabalhar com ela, uma pessoal maravilhosa além se ser uma profissional exemplar. Durante esses três meses fui convidado pelo pianista Paulo Pinheiro para realizar um evento chamado Pianíssimo Pinheiro, no Teatro São Pedro, uma homenagem à família de pianistas Pinheiro, com convidados como Plauto Cruz, Jorginho do Trompete, Luis Fernando Veríssimo,…no total eram 22 artistas para coordenar…foi um sufoco, mas foi bem legal.

E tuas amizades por aqui, como se firmaram? Como morei aqui durante cinco anos antes de ir para Florianópolis, entre 1996 e 2001, já tinha vários amigos, músicos principalmente. Sou uma pessoa que se relaciona facilmente. Morando em Florianópolis fiz novas amizades depois que comecei a levar bandas daqui para lá, como a Zumbira e os Palmares, Pública, Ultramen, Alexandre Missél, Zé do Bêlo, Dj Fred (Pé Palito), Dj Jovi, King Jim, Os Arnaldos, Tonho Crocco, Subtropicais, Proveitosa Prática, Fruet e os Cozinheiros, aí quando voltei essa rede de relacionamento e amizade já estava montada.

Fale das tuas atividades culturais em Santa Catarina. Desde o Projeto Trama universitário, fiz parte da produção de uma festa chamada Nação Balanço, que trabalhei por dois anos, que era uma festa de música brasileira, voltada pro samba-rock. Depois produzi uma casa noturna chamada Drakkar, que recentemente abriu em Porto Alegre também, fiz shows de bandas como Los Hermanos, Nação Zumbi, Mundo Livre S.A., congressos nacionais, formaturas, festas de empresas, reveillon, aniversários, eventos de prefeituras municipais.

Como surgiu a Lei da Groovidade? Quem faz parte e como funciona? – A lei da Groovidade surgiu da falta de opção nesse tipo de som. São estilos que gosto muito, funk, soul, jazz, rare grooves e não tinha um lugar ou uma festa que tivesse só este tipo de som. Daí, convidei o baixista Leonardo Brawl e o percussionista Marcelo Brack, da banda de funk Proveitosa Prática para abraçarem comigo. Em novembro e dezembro as festas eram quinzenais, num bar chamado Sótão, nas terças. Em janeiro decidimos fazer semanal e a festa só cresceu, cada vez mais gente, pessoas ficando de fora por causa da lotação…a festinha está dando o que falar… Em abril estamos organizando um baile da Lei da Groovidade, com bandas de funk aqui de Porto Alegre mais os Djs residentes e convidados que já passaram por lá.

atgaaadetsoi-zze6fpg_dhbsqrkcx321s5twijuao-jzbctfqgithreslymxlvjz0l2j4ptz_sb3az9qw7p13o5t9laajtu9vdcdl7fdqikgfoxvh5lwrqcfli8ug Rafael Rubim no comando do som

Quantas edições já aconteceram? Estamos na 14° edição. Um projeto muito novo ainda, mas estamos investindo nele.

Como está sendo a receptividade das pessoas com esta proposta? Fale tanto do Rio Grande do Sul como Santa Catarina. Muito legal, é um som contagiante. As pessoas estão cansadas da rotina, mesmos lugares, mesmo som… temos essa proposta de buscar sons experimentais, grooves raros, do fundo do baú, colocar a rapaziada pra “groovar” na pista. A ideia era começar cedo e acabar cedo por ser numa terça-feira, mas essa idéia foi por água a baixo… As pessoas chegam cedo e vão embora quase de manhã. O público que frequenta é de uma faixa etária de 25 à 35 anos, muito exigentes na questão musical, então a pesquisa é cada vez maior, sempre querendo surpreender e botar fogo na pista. Fizemos uma temporada em Floripa, em fevereiro. É um projeto totalmente novo, não tem uma festa parecida…foi aos poucos, mas nas 2 últimas o bixo pegou, recebemos muitos elogios e convites para voltarmos. Em breve estaremos lá novamente.

Por que resolveram investir no groove, funk? É um estilo que curtes, pessoalmente falando? Sim, como falei anteriormente, o groove é um ritmo contagiante. É muito difícil uma pessoal escutar um James Brown, um The Meters, Fela Kuti, Tim Maia, Black Rio e não balançar o pescoço, não ficar batendo o pé… e é o que acontece nas festas, pessoal de solta e dança a noite toda, é muito legal ver isso, colocar um som que pessoalmente eu curto e ver que tem mais gente querendo isso, mesmo não conhecendo, dançar, vir perguntar o que é… é muito legal…

As pessoas não confundem o verdadeiro funk com o funk carioca, por exemplo? As pessoas que freqüentam a Lei da groovidade têm ciência do estilo? Sempre tem os alienados. Por mais que expliquemos nas divulgações, sempre tem alguém que cai de páraquedas, era mais comum no começo da festa, hoje pessoal já está sabendo o que rola, e para contornar isso, a divulgação é feita em cima da palavra groove e não do funk, para evitar essa confusão.

Fale da agenda do evento e de possíveis novidades que estão por vir. Recentemente tivemos vários convidados como Tonho Crocco e Dj Anderson da Ultramen, o Fred esteve presente em todas as edições, mas acabou achando melhor focar no projeto dele que é o Pé Palito, que ocupa muito tempo e energia dele. A grande maioria dos nossos convidados não são Djs, nem a gente é, mas estamos lá pra mostrar os grooves e colocar um bom som, da melhor maneira possível, sem “apresentação” propriamente dito. Oster, Caiaffo, Di, Simone Otto, Sabrina (ex-rádio Ipanema). Todas as terças, a partir das 22 horas tem a Lei da Groovidade no Sótão (João Alfredo, 383 – Cidade Baixa), sempre com os residentes Brawl, Marceleza e Rubim, e eventualmente convidados especiais. Por enquanto, além do Baile da Lei da Groovidade que vai rolar em abril, estamos criando o site, camisetas já foram feitas, temos apresentação agendada para Santa Maria, contatos com Gramado e em breve Floripa de novo…

Promoção

A revista + movimento e a Lei da Groovidade vão presentear vocês, leitores do blog e frequentadores da festa. Leva uma camiseta da Lei da Groovidade quem escrever a melhor frase contendo os temas Lei da Groovidade e + Movimento. As frases devem ser enviadas para: leidagroovidade@gmail.com até o final do mês de abril. A frase vencedora será publicada aqui no blog e nas respectivas comunidades do orkut.

Saiba mais em:

http://www.youtube.com/watch?v=pPhARkcHmX4

http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=17979439293436294468

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=57290654

Cláudia Kunst

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15 Respostas

  1. Salve!!!

    é isso aí rapazeada…

    the groove in on the table…
    Boa sorte aí nessa empreitada..
    Faço uma festa irmã aqui em Sampa toda quinta,chamada Black Mafia.
    vamos fazer um intercâmbio?
    abs
    Paz

  2. Grande Rubim!

    Um dos grandes agitadores culturais do Sul do País, e responsável por essa oxigenação no circuito Cidade Baixa.

    Uma bela alternativa com um trilha sonora sem prazo de validade.

  3. Dá-lhe Rafa!!! Os grooveiros de plantão agradecem!!!!Parabéns pelo sucesso e iniciativa…Flops aguarda ansiosa pela próxima!

    Abração

    Tailor

  4. Prendam esse cara!! Esse irresponsável disseminou o vírus do groove pela Cidade Baixa!

    Cada dia que passa, mais se prolifera! É uma epidemia!!

    Chamem os federais!!!

    🙂

  5. dalhe rubim, sucesso pra vc parceiro, continue investindo na cultura e permitindo que ela invista em vc e nos que te cercam!
    vamo que vamo!!!
    abraço

  6. dalhe rubim! sucesso pra vc parceiro e que vc continue investindo em cultura e que a cultura continue investindo em vc e todos que lhe cercam!
    vamo que vamo!
    abraço

  7. Parabéns Rubim! Ótima iniciativa.

    Ta faltando trazer a festa pra Floripa =p

    beijos

  8. A festa é muito boa, ninguém fica parado.
    Como disse um amigo meu:
    “Se fosse na quinta ou no final de semana, bateria o ponto nessa festa.”
    Confiram!

  9. Dale, irmão!

    Daleigroovidade!
    Recomendo muito. sucesso sempre!

    😉

  10. Salve Rafael Rubim!

    muito massa a entrevista… ducaralho o projeto Lei da Groovidade.

    Será que este ano o Black Sonora desce para o sul??? Vc é o cara… rs

    No mais… aquele abrAÇO das Geraes

    Yuga

  11. a lei da groovidade trouxe oxigênio pra João Alfredo.
    cada dia fica melhor.
    o som é muito bom mesmo. a pesquisa corre solta.
    a o pessoal de frequenta é muito firmeza.
    não deixem de ir. acreditem.

    abraços,
    Caiaffo.

  12. Grande Mutha!!!
    Sempre acreditei nesse guri, agora eh vir pra fazer bombar a festa aqui floripa!!!! Do caralho a entrevista!!!
    Abração

  13. Adorei!
    a cura da ‘Emisse’ [Vírus Emo que aparentemente não tem cura – pior que o HIV e se proliferou mais rápido]
    Vamos dar coqueteis de Groove pra essa galera
    Plays Superfly!

  14. que orgulho desse guri! parabéns rafa e lei da groovidade!

  15. Dá-lhe Raaaafa!!!!!
    Muito boa a reportagem!
    Preciso urgentemente conhecer “esse tal de groove”, hehe
    Realmente, é um som contagiante…só de ver ali no videozinho a gente já começa a balançar o pescoção, ahahahahha
    Muito sucesso pra ti sempre!
    Bjokinhas, Lu!

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