No Te Va Gustar para dançar
02/07/2009

frontal da banda ao vivo 2008

No Te Va Gustar, revelação do pop rock sul-americano, estará no 4º Festival de Inverno de Porto Alegre, dia 29 de julho, às 21h, no Opinião. O show terá participação especial do cantor uruguaio Socio. Herdeiros das finas tradições da música uruguaia e influenciados pelas melhores vertentes do rock argentino, a banda transita por um caminho único e singular dentro do panorama rioplatense. Com letras sensíveis, rebuscadas e inteligentes, e donos de uma musicalidade que os liberta de qualquer etiqueta ou categoria, construíram uma sonoridade que viaja entre o nativo e o cosmopolita.

Com quatro discos de estúdio e dois DVDs que reúnem a solidez de suas apresentações ao vivo, a banda uruguaia tem levado sua música pelo mundo em diversas cidades da Alemanha, Áustria, Suíça, Itália, Espanha, Brasil, Chile, Paraguai e Argentina, onde sua popularidade é cada vez maior.

O No Te Va Gustar é o principal representante de uma nova geração do rock uruguaio e seus discos são Platina Tripla em vendas. A banda é formada por Emiliano Brancciari (guitarra e voz), Gonzalo Castex (percussão), Martin Gil (trumpete e backing vocals), Denis Ramos (Trombone), Maurício Ortiz (sax tenor e barítono), Marcel Curuchet (teclados), Guzmán Silveira (baixo) e Diego Bartaburu (bateria). O primeiro disco lançado no Brasil é uma compilação dos álbuns Sólo de Noche” (1999) e Este Fuerte Viento Que Sopla (2002), e contém conhecidos hits do grupo como Tenes Que Saltar, Te Voy a Llevar , Clara e No Hay Dolor, que irão ser apresentados no Festival de Inverno de Porto Alegre.

Pra aquecer:

Serviço

O que: Festival de Inverno – No Te Va Gustar (participação de Socio)

Data: 29 de julho, quarta-feira, a partir das 21h

Onde: Opinião (José do Patrocínio, 834 – Cidade Baixa)

Preços:

R$ 15,00

Pontos de venda:

De 21 a 24 de julho, na Usina do Gasômetro, das 10h às 20h.

Dia 25 de julho, no Centro Municipal de Cultura, das 13h às 18h.

A partir do dia 25 de julho, somente na bilheteria do show.

Informações:

http://www.portoalegre.rs.gov.br

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Último dia pra ver “Ideias sobre o vazio”
27/05/2009

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Quem gosta de música e teatro não pode perder o espetáculo músico teatral “Ideias sobre o vazio”, do projeto Outra Coisa com Certeza. Não é uma peça com sonoplastia, e não é um show com atores se ‘micando’. A pretensão do espetáculo é que seja tudo isso e muito mais, uma verdadeira mistura de linguagens musical e teatral em um mesmo espetáculo.
O projeto é uma parceria do grupo teatral Pé na Porta e da banda Borboleta Groove, com direção de Zé Mario Storino, e promove o diálogo entre as linguagens cênica e musical. A característica fundamental dessa interação é mergulhar no vazio que habita em cada um de nós, questionando o enigmático universo do comportamento humano.
“Ideias sobre o vazio” é o fruto dessa experimentação, onde cada integrante, envolvendo-se totalmente no trabalho criativo, vivencia uma arte em constante movimento, sem limites ou divisões.
O espetáculo ficou em cartaz durante todo mês de maio, no Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua da República, 575 – Cidade baixa), dentro do projeto Novas Caras, da Prefeitura de Porto Alegre. Hoje, é a última chance de prestigiar o evento, às 20h. Não perca!
ideias máscara

Cigarro Elétrico lança Febre
10/03/2009

Emerson Dent, Fábio Ly e André Mesquita

Emerson Dent, Fábio Ly e André Mesquita

“Quando essa febre baixar

e o corpo parar de tremer

A chuva então vai passar

E um lindo sol vai nascer…”

Assim começa canção da banda porto-alegrense, Cigarro Elétrico que teve lançamento do vídeo clipe na última semana. O título: Febre. Otimista? Intimista? Opte pela alternativa que mais lhe convir. Mas não antes de ouvir as demais obras que estão na demo deste trio de músicos gaúchos. Emerson Dent – baixo e vocal, Fábio Ly – bateria e André Mesquita – guitarra, integram a banda que vem trabalhando, simultaneamente em suas canções e respectivos vídeo clipes.

A música mencionada no começo da matéria está circulando na rede desde o final da última semana e, segundo Emeron Dent, a próxima produção já está a caminho. “Vamos começar a filmar em breve o próximo título: O amor é phoda”, comenta. Além de Febre,  a canção Cego circula desde o ano passado, já tendo milhares de acessos no youtube.

O trio tem uma proposta diferente quando o assunto é arte, incorporando música e cinema numa mesma ideia. Enquanto as demais bandas produzem um vídeo clipe por disco, talvez, no máximo dois, a Cigarro Elétrico terá um clipe para cada canção. Está na lista ainda, além de Febre e Cego, as músicas que já estão no myspace do grupo: O Estrago, Eu não vejo a hora do mundo acabar e O amor é phoda, com letras e músicas de Dent.

Confira o myspace: www.myspace.com/cigarroeletrico

Participe da comunidade do orkut: www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=60781381

Cláudia Kunst

Notas de Viagens de um músico inconformado
11/11/2008

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Egisto Dal Santo (foto acima) trata do rock gaúcho como se fosse um vaso que não pudesse nem mesmo trincar. E ele tem razão de assim o fazer. Participou e ainda participa de grandes acontecimentos do cenário e cuida deles como se fossem seus próprios filhos. Uma das figuras mais reconhecidas do underground no Estado, Egisto atrai amigos e desafetos por onde passa. Há quem não entenda seu raciocínio, afinal, ele não se vende.
Egisto estreou como escritor este ano e já tem planos de continuar na arte da literatura. Livros e discos estão em seus planos para serem lançados em 2009.
A + movimento, já em suas edições impressas reproduziu reportagens com Egisto em diversas apresentações da banda Histórias do Rock Gaúcho, que na verdade surgiu juntamente com a idéia do livro, segundo ele próprio. Não deixaríamos passar em branco este acontecimento importante e inusitado do cenário do rock gaúcho, o lançamento de Notas de Viagens – aventuras e desventuras no rock gaúcho.
Abaixo, acompanhe o bate papo feito com Egisto.

Há quanto tempo vem trabalhando no livro?
O livro foi escrito entre 2002 e 2005, mas tive que retocá-lo, devido a coisas que mudaram tanto no cenário do rock gaúcho como da minha vida pessoal.

E como o formatou?
Não me preocupei muito em cronologias, acabei escolhendo as histórias mais interessantes e coisas importantes da minha carreira pra que a galera me re-conheça.

Falas de coisas que mudaram tanto no cenário rock quanto em tua vida pessoal. Poderia citar algumas dessas coisas?
Sobre o cenário do rock gaúcho, posso dizer que ficou nas mãos das bandinhas extremamente egoístas e que não se relacionam com a cidade de Porto Alegre e nem citam em entrevistas pelo país todo o nome de ninguém. Porto Alegre está cada vez mais individualista. No livro tem um capítulo sobre isso – sobre a falta de unidade e de ajuda entre as bandas gaúchas, afinal todas se acham as melhores do mundo, e isso inclui as piores bandas, também elas se acham demais, e vamos convir o rock está sendo assassinado por essas atitudes mesquinhas, nada a ver com a essência woodstockiano do estilo.

Na minha vida pessoal eu casei, isso já implica numa série de mudanças desde preparar a vida a dois como fazer funcionar uma casa que sobrevive através da música, digo, do rock gaúcho. Também tive uma visão mais clara da minha situação enquanto carreira, e tomei muitas novas decisões, inclusive deixando de tocar com pessoas que realmente não colaboravam com a prática do rock, na minha visão, né ?

O que tu contas, exatamente no teu livro?
O livro teve a preocupação única de falar, não ter aquele caráter excessivamente formal de livros; tento falar com o leitor como se ele fosse um amigo, um velho conhecido que está interessado nas aventuras que descrevo. Conto a minha história no rock gaúcho e a de muitas figuras importantes que tocaram comigo ou que eu conheci e me tornei amigo de verdade desses caras.

Falas também de desavenças, rompimentos e mesmo de inimigos?
Desavenças aconteceram devido a divergências de qual rumo a tomar nas bandas, e, infelizmente tem gente que acha que nasci pra trabalhar pra eles, nunca tendo realmente colocado meu trabalho árduo de criador de idéias e produtor de eventos no seu devido lugar, sem falsa modéstia, se tu trabalha a mais que os outros da banda, mereceria pelo menos, um muito obrigado, um certo respeito ou apenas trazer um astral legal pra viagem e não deprês devido a falta de grana e essas coisas mundanas, que obviamente também passo, mas não fico atirando pra cima dos outros os meus problemas. Prefiro colaborar…
Os inimigos, na real são rádios com cabecinhas mal formatadas e que tocam coisas puramente com interesses próprio, ou seja, jabá, essa instituição que já atingiu a todos, aliás não é só grana o Jabá, tem as “falsas” amizades, tem gente de bandinha que virou radialista, tem gente que nem sabe o que está fazendo ali, afinal não gosta de música ou talvez sua ignorância musical não permita diferenciar o artístico do da onda, da modinha e dos oportunistas, isso está cheio, daqui há cinco anos terão outra profissão ou trabalharão com papai. E inimigos mesmo é a alienação deste país que nem a internet consegue modificar porque há necessidade de ter certa necessidade de boa música pra acha-la;

Como está sendo a repercussão do Notas de Viagens?
Ele está andando sozinho, está tri bem recebido, mas tem certas dificuldades devido à gravadora ser digital e só trabalhar pela internet, mas eu mesmo já vendi mais de cem exemplares num prazo de dois meses. Sabe como é, funciona como disco independente, e pior: é bem mais caro, além do pessoal não estar lendo muito nos dias de hoje. Mas ele serve e servirá a seu propósito: contar a história, sem os “malas” dos historiadores oficiais, ou seja, do partido político que vence…

E o que tu esperas deste livro?
Espero apenas que ele siga sendo ele mesmo, cresça, case, tenha filhos e escolha muito bem a profissão pra não passar por essas dificuldades que o músico “de verdade” passa atualmente nessa terra sem música e sem cultura. Não tenho ilusões de grandes vendas, só pretendo atingir quem realmente se interessa por rock gaúcho, e sei que são muitas as pessoas tri por aí.

O livro tem alguma coisa a ver com a banda Histórias do Rock Gaúcho?
Na real, ele nasceu meio junto, eu já estava escrevendo-o quando a banda começou a existir como projeto, um se alimenta do outro sem dúvida. E esse livro tem muitas histórias do rock gaúcho, aliás, só tem isso.

A banda continua? Qual a formação atual?
O HISTÓRIAS DO ROCK GAUCHO está com o volume 2 pronto, a formação da banda agora é variável com muita gente importante do cenário participando, no disco novo tem ZÉ FLAVIO (dos Almondegas), BEBBECO GARCIA, FRANK JORGE, PEDRO PETRACCO E LUCIANO ALBO – mas quem é a banda agora (ou seja quem coordena o projeto) sou eu e GUGU MENDES, baixista da extinta JUSTA CAUSA e meu amigo desde 1988. O disco está demorando porque ficamos só 2 pessoas pra pagar o estúdio. Mas melhor assim, só tem gente que acredita e investe (trabalho e grana) na banda, quem é guerrilheiro não pode ter xiliques, tu não achas ??????

Quais teus projetos a partir daí?
Esse livro me apresenta como escritor, apesar do exercício de tentar falar, sem muita “literatura”, mas pretendo, ano que vem lançar pelo menos mais dois livros, um de poesias (já pronto – escrito e editado) e o outro seria um ensaio sobre a decadência da música no Brasil (principalmente no RS) – no mais sigo sendo músico, tenho cinco álbuns, no mínimo pra lançar o ano que vem, onde comemorarei várias coisas da minha carreira, afinal, desde 82, em bandas e desde 88 em discos.

Fale-me desta decadência, tanto nacional quanto gaúcha no cenário.
A DECADENCIA na música brasileira e no rock gaúcho é óbvia pra mim, desde a sétima efervescência (que inclusive os fãs do jupiter tão perdidos la nessa época!) que não vejo realmente um trabalho instigante e verdadeiro. Essas coisas de sucesso que apareceram no Brasil são uma piada tanto em MPB quanto no POP ROCK, o atraso é inacreditável chegando ao auge em se apaixonarem por uma adolescente que nem sabe tocar nem cantar, é uma vergonha essa nação tupiniquim, e a culpa é de que onde tem musica tem gente que não gosta nem conhece musica pra escolher quem serão os da HORA, pra quem precisa de musica pra comer isso se torna IMPARTICAVEL, absurdo, mesquinho e inutil, mas no futuro veremos o que a falta de cultura faz com um apsi, ja estamos começando a ver….Aqui no sul os Cuszquinhos (filhotes de cachorros ditos grandes) conseguiram estragar o movimento, ou pelo menos, atrapalhar muito, vai demorar uns 3 ou 5 anos pra recomeçar algo com personalidade outra vez, só escuto cópias das cópias das cópias das cópias, pra mim, que conheço muita música fica dificil de aceitar tamanha mediocridade…

Mas não me rendo sigo fazendo o que posso e o que não posso, me aguardem!!!

Achas que haverá outro volume deste livro?
Sim, existe uma forte possibilidade e muitas histórias já estão escritas, na real, já tenho mais histórias escritas do que tem no volume 1 e abrange, logicamente, mais gente que fez e faz

Considerações finais.
Essa é a história contata por quem viveu na carne e glória o desprezo da mídia, altos e baixo na carreira, todas as dificuldades e prazeres da vida artística numa terra onde vale muito mais um bunda do que qualquer espécie de talento, no fundo é um grito de guerra, provando que o sistema se enfrenta e só os imbecis são totalmente assimilados por ele.
livroegisto


Páginas: 210
Editora: Armazém Digital
Preço: R$ 31,00
Onde comprar: http://www.armazemdigital.com.br/v2/ad.php?idmenu=2&noticia=94

Cláudia Kunst