Inicia em março o Instrumental RS
23/02/2010

Pata de Elefante, Quartchêto e Camerata Brasileira

dividem o palco em turnê nacional em março


Primeira apresentação acontecerá em Florianopolis

O gaúcho de hoje é urbano, moderno, cosmopolita e traz nas raízes culturais a mistura de etnias italiana, polonesa, alemã, africana, indígena, espanhola, cigana e portuguesa-açoriana, entre outras. O projeto Instrumental RS, com patrocínio do programa Petrobras Cultural e apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura foi idealizado justamente para mostrar esse viés e o que está acontecendo hoje no caldeirão do sul do Brasil. Serão seis shows em seis cidades brasileiras onde três importantes e diversos grupos instrumentais de Porto Alegre participam: Pata de Elefante- rock, Quartchêto- raízes regionais e Camerata Brasileira- choro. Em cada uma das cidades os músicos irão ministrar workshop para estudantes, músicos e interessados. Ao longo da turnê, que se inicia dia 3 de março em Florianópolis, está prevista a gravação de um CD em SMD, com tiragem de três mil cópias. As músicas serão disponibilizadas na internet para uso não comercial. Florianópolis (03/03), Curitiba (05/03), Tatuí (07/03) Rio de Janeiro (09/03), Belo Horizonte (11/03) e Porto Alegre (17/03) são as cidades contempladas.
O Instrumental RS vem para mostrar essa peculiar característica do sul do Brasil, numa viagem de sons, história, cultura, colonização e urbanidade, em sonoridades complexas e que traduzem a ausência de fronteiras culturais que forma o nosso caldo cultural. A produção é da Liga Produções.

OS GRUPOS
Pata de Elefante

foto: Danilo Christidis

O trio se diferencia por fazer rock instrumental com ênfase nas melodias. São “canções instrumentais” que atingem em cheio ao público acostumado a ouvir música com vocal. Gabriel Guedes e Daniel Mossmann se revezam entre guitarra e baixo, imprimindo a dupla sonoridade característica do grupo, sustentada pela bateria de Gustavo Telles. Formada em 2002, a Pata de Elefante tem dois álbuns lançados, circula nos principais festivais independentes nacionais, já realizou turnês em todas as regiões do Brasil e é  considerada pela crítica especializada uma das melhores bandas de rock  do país. No show, o grupo mostra seu rock sem vocais, dançante e explosivo.  No fim de 2009 conquistou o VMB (MTV) na categoria Melhor Banda Instrumental e lançou o clipe de “Um olho no fósforo, outro na fagulha”. Está presente na caixa com 16 Cds recém lançada pelo Rumos Música, do Itaú Cultural, incluindo artistas e grupos do Uruguai, Argentina, Paraguai, Chile e Brasil. O lançamento do terceiro disco esta previsto para abril e sairá  pelo projeto Álbum Virtual, da Trama e também  em formato físico.

Quartchêto

foto: Inês Artigoni

O Quartchêto é uma unanimidade e está conquistando o Brasil de Norte a Sul com seu som refinado e harmonioso, que mistura os diversos ritmos da música gaúcha ao jazz, num resultado contemporâneo e universal.  A formação inédita que inclui trombone, acordeão, violão e percussão, viaja com refinamento e bom humor por xotes, vanerões, chamamés, chacareras, milongas, rancheiras e bugios. O grupo aparece como destaque no documentário “O Milagre de Santa Luzia” e também está presente na caixa com 16 Cds que acaba de ser lançada pelo Rumos Música, do Itaú Cultural, incluindo artistas e grupos do Uruguai, Argentina, Paraguai, Chile e Brasil. Inovador, criativo, diversificado. Assim é o trabalho que o grupo vem produzindo ao longo dos anos. Segundo Hilton Vaccari, violonista e compositor, as músicas surgem de experimentações, ou seja, o grupo se reúne e vai tocando, criando, deixando a música fluir, se misturar. O som ímpar vem da união do acordeão e do trombone e da mistura de instrumentos com tantas nacionalidades: a percussão da África, o trombone da Alemanha, a gaita da Itália e o violão da Espanha.  Muitas apresentações e turnês marcam a carreira do grupo, que percorreu o país através do projeto Natura Musical e que acaba de lançar seu novo CD “Bah”.

Camerata Brasileira

foto: Marcello Campos

O calendário já marca 8 anos. Somando, dá bem mais, basta contabilizar. Enquanto a maioria dos conjuntos de choro aposta no purismo de uma suposta “originalidade”, os porto-alegrenses da Camerata Brasileira prosseguem com a sua estética sonora inquieta, responsável por dois elogiadíssimos CDs, centenas de shows no Brasil, participação em eventos musicais no exterior e muitos prêmios, entre outros feitos. Essa proposta criativa, definida por Moysés Lopes, um de seus fundadores, como um “grupo de música instrumental com pés no Brasil e ouvidos no mundo” tem nas origens do estilo apenas a base para um trabalho desafiador, no qual os ramos e frutos são tão fundamentais quanto a raiz. Samba, jazz, baião, maracatu, improvisação, experimentalismo e até psicodelia, além de uma “bossa” quase rock, meio acústica, meio elétrica. Pixinguinha, Hermeto Paschoal, Garoto, Hamilton de Holanda, Baden-Powell, Ariel Ramirez e Felix Luna, catalisados em releituras surpreendentes para clássicos e contemporâneos mas também nas composições próprias que estão aí para confundir os rótulos e dar a cara ao tapa, mas sem fugir da briga. Os resultados são imprevisíveis e resgatam a essência do choro, que antes de tudo é um híbrido sem fronteiras. “Não há como se ignorar que música brasileira tem suas bases na integração das sonoridades de pelo menos três continentes, já que “o samba é made in Brazil, o violão vem da Europa e os tambores são africanos”, salienta Moysés Lopes. Pura provocação, com todo o respeito.
Para 2010 a Camerata Brasileira está organizando sua primeira temporada européia aproveitando que foi selecionada pelo Instituto Cultural Hispânico Brasileiro para realizar uma série de shows na Espanha. A idéia é esticar a turnê por Portugal, França e Dinamarca.

DATAS, HORÁRIOS E LOCAIS – todos os shows têm entrada franca, exceto o do Rio de Janeiro

FLORIANÓPOLIS
Dia 3 de março, 16h – Workshop no Centro de Eventos da UFSC – Sala Goiabeira
20h – Show no Centro de Eventos da UFSC – Auditório Garapuvu – UFSC – Campus Reitor João David Ferreira Lima – Bairro Trindade

CURITIBA
Dia 4 de março, às 20h – – Workshop no Wonka Bar- Rua Trajano Reis, 326 – Centro
Dia 5 de março, às 23h – Show no John Bull Music Hall – Rua Engenheiro Rebouças, 1645 – Rebouças

TATUÍ
Dia 6 de março, às 17h – Workshop no Conservatório Dramático e Musical de Tatuí – Rua São Bento, 415 – Centro – Tatuí, SP
Dia 7 de março, às 20h – Show no Conservatório Dramático e Musical de Tatuí

RIO DE JANEIRO
Dia 9 de março – Sala Baden Powell – Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 360 – Rio de Janeiro – RJ

BELO HORIZONTE
Dia 11 de março, às 16h – Workshop no Teatro Izabela Hendrix
21h – Show Teatro Izabela Hendrix – Instituto Metodista Izabela Hendrix – Rua da Bahia, 2020
Bairro Funcionários – Belo Horizonte/ MG

PORTO ALEGRE
Dia 17 de março, às 16h – Workshop no Auditório Dante Barone- Assembléia Legislativa RS – Rua Praça Marechal Deodoro 101 – Centro
20h – show no Auditório Dante Barone- Assembléia Legislativa RS

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